terça-feira, 24 de abril de 2012

Ilumina!!!!

Um pedido forte, simples e necessário!!!
Sol, Lua, Estrela possam sempre me Iluminar e a todos que passarem neste porto!
Bjs de muita luz





Oh, grandioso sol, sol central
Oh, grandioso sol, sol central
Ilumina, ilumina, ilumina, ilumina

Oh, grandiosa lua no céu
Oh, grandiosa lua no céu
Ilumina, ilumina, ilumina, ilumina

Oh, grandiosa estrela do céu
Oh, grandiosa estrela do céu
Ilumina, ilumina, ilumina, ilumina

Oh, grandiosa rainha da floresta
Oh, grandiosa rainha da floresta
Ilumina, ilumina, ilumina, ilumina

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Eu Sou

"Sou Eu quem fiz este universo acontecer..." 


Não preciso falar mais nada sobre essa pérola musical de Flavia Wenceslau como sempre iluminada e divinamente inspirada!!! 


Simplesmente amo música com boa melodia e boa mensagem!!! E Flavia é uma unanimidade em cada composição! Alegra ainda mais meu dia e espero que alegre quem visitar este porto também :-)


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Todo dia é dia de índio
























Hoje é dia do índio.

Não conhecia muito o movimento indigenista de nosso país, a não ser pelas lentes deturpadas e pelas linhas alteradas das mídias e jornais de nosso Brasil. Até que minha visão mudou desde que li o livro "Uma jornada no Tempo" que por uma grande acaso do destino vim a adquirir na Bienal do livro em 2011.

Estava no stand da Record procurando livros para meus filhos quando o autor do livro nos abordou e começamos a conversar. Luiz Filipe Tsiipré mostrou-se uma pessoa simples e de uma rica sabedoria a respeito dos índios pois durante anos experimentou a convivência com os índios de nossa terra e também dos Estados Unidos e aprendeu lições valiosas que creio ser impossível mensurar.

Comprei seu livro e o deleitei com um prazer coadjuvante pois foi assim que me senti ao participar das narrações de suas aventuras auto-biográficas a respeito da convivência com esses povos, sua busca pessoal por uma direção espiritual, as questões políticas que envolvem o tratamento aos índios de nosso país, entre outros detalhes que só lendo para se deliciar.

Hoje, sendo dia do índio, lembrei do livro, lembrei dos relatos das lutas a favor desse lindo povo que é parte do que somos, e lembrei com tristeza que a vida deles não está nada melhor que antes e que são vítimas de preconceitos, julgamentos deturpados e absurdos a respeito de suas formas de viver.

Tenho a felicidade de ter uma amiga que conviveu com uma aldeia de índios no Acre por semanas e que sentiu-se religada a Natureza, a Deus e as mais valiosas virtudes enquanto conviveu com eles. Isso para mim é um testemunho que fala mais do que essas visões deturpadas que vemos por aí. E ai eu pergunto se seríamos nós os atrasados e os índios os evoluídos.

Sei que muitos vivem na marginalidade, pelo choque cultural em que se encontram, inseridos numa cultura de competição quando ainda sobrevivem de forma comunitária em suas Aldeias. Diariamente empurrados para terras improdutivas que muitos dizem ser "o melhor para eles", lhes restando a caça e pesça silvestre sem menor condição de uma agricultura familiar ou pecuária de subsistência.

Triste saber que são vítimas da violência daqueles que querem seus territórios, com o pretexto do progresso e que violam os princípios básicos de cuidado com a Terra.

O etnocentrismo é uma das formas mais cruéis de exercer preconceito pois quando colocamos nossa cultura e crenças acima e melhor do que aqueles não conhecemos, sequer convivemos, estamos na contra mão dos ensinamentos de amor, respeito e harmonia entre os povos pregado por tantas religiões e movimentos políticos pacifistas.

Julgar sem conhece-los, sem conviver dentro de suas culturas, sem trocar conhecimento é muito fácil. Aliás é o que o homem "civilizado" mais faz! Julga a partir do que acha que é certo, não se permite abrir para novos conhecimentos, e com sua arrogância ariana "civilizada" empurra para a marginalidade todos aqueles que não são "normais" como eles.

Está na hora, nesse novo milênio, nova Era e neste momento de Transmigração de termos uma atitude mais aberta a ouvir o que outros povos tem a dizer sobre si, e parar de achar que nós somos os donos da história. Além de clichê e brega, esse discurso de superioridade racial já caiu de moda há muito tempo!!!!!

Por isso, vamos celebrar esse dia, com o desejo sincero que esses irmãos sejam ser mais respeitados e valorizados em nosso país!!!!


domingo, 15 de abril de 2012

Primeiro desembarque

Hoje tive a felicidade de encontrar um blog sobre arte terapia, falando sobre a escrita como uma das formas de terapia. Achei curioso pois há muito tempo eu não escrevo algo interessante em meu antigo blog, mas venho sendo incomodada há algum tempo por uma voz interior que insiste em dizer que devo voltar a escrever.


O problema é que não sei bem sobre o que devo escrever. E a falta de inspiração, de direção, de vontade foram me consumindo de tal forma que depois de uns 5 anos neste impasse, eu larguei de mão um blog onde escrevia regularmente as minhas crônicas descompromissadas.


Antes dessa antiga aventura blogueira, há exatos 10 anos atrás eu me arrisquei a escrever e publicar um romance bobo de 596 páginas, bem piegas e clichê sobre casais apaixonados e seus encontros e desencontros românticos.


E agora me encontrava sem inspiração, desafiada pelo post desse blog sobre Arte terapia, a escrever um comentário sobre o texto. Como adoro desafios, fui lá e escrevi meu comentário.


E ao escrevê-lo, fui percebendo e refletindo que ao longo desses anos lerguei aos poucos essa maravilhosa terapia da escrita e por motivos diversos, mas não únicos. Experiências vividas no campo dos sentimentos passionais Clarice Estefanianos (meu alter-ergo mexicano), depressão diagnosticada e tratada, e finalmente uma busca maior pelo meu caminho espiritual e pelo meu auto-conhecimento me levaram a sair da ficção dos contos e crônicas para ir para a reflexão introspectiva da fé e da minha própria existência.


Então, ao lembrar de como sentia um prazer quase orgástico e nirvânico de escrever, percebi que eram nesses momentos que eu "me encontrava", logo escrever é o melhor caminho para chegar até eu mesma e talvez a resposta para "a grande questão U2 para a vida": I still haven't found what I'm looking for (eu ainda não encontrei o que estou procurando).


Se a resposta está dentro de mim, e se a escrita é o caminho que me fará navegar até mim mesma, então não há duvida de que é mais do que a hora de recomeçar!!!


Pois bem, desafiada por este blog que acabei de ler, e respondido o comentário,  eu acabo de criar este Porto de Letras, onde pretendo desembarcar textos que me ajudem a refletir sobre essa gostosa aventura de navegar pelo mar de imensidão chamado vida, deixando para trás o blog do mundo creme com a certeza de que ciclos existem para serem terminados dando lugar para novos começos.


Bem vindo a este porto de letras, onde as palavras escritas ou cantadas serão sempre muito bem desembarcadas.


Raquele Braga, 16 de Abril de 2012