Hoje ouvi "Encontros e Despedidas", de Milton Nascimento, na voz de Maria Rita (vídeo abaixo) e a letra me tocou.
A letra é maravilhosa. A primeira vista parece triste, até compreender melhor o seu significado. A metáfora da vida como uma estação de trem, com suas idas e vindas, chegadas e partidas é linda. E foi então que senti o desejo de escrever sobre os encontros e despedidas que todos enfrentamos em algum momento. Às vezes com amor, às vezes com dor.
"Tem gente que chega pra ficar".
Há encontros que são para sempre, daqueles de almas gêmeas, de almas fraternas, almas irmãs, amigas e queridas. Gente que chega para nunca mais sair de nossa estação.
"Tem gente que vai pra nunca mais".
Há encontros que terminam em despedidas definitivas, talvez de forma dolorida mas muitas vezes necessárias, e até aliviadoras. Quantas despedidas definitivas tivemos, necessárias para dar fim um momento de nossas vidas?
"Tem gente que vem e quer voltar".
Há aqueles encontros de quem vem até nós, como visitante que se agrada, se afeiçoa, e mesmo após partir, quer um dia voltar, porque de alguma forma sabe que somos uma estação segura para estar.
"Tem gente que vai e quer ficar".
Há despedidas forçadas pelo destino, que levam embora gente que aprendeu a gostar de nós, mas que não pode mais ficar porque já deu sua hora de partir.
Despedida com gosto eterno de saudade.
"Tem gente
que veio só olhar."
Há encontros instantâneos, como quem desce na estação numa parada rápida para reabastecer-se e da mesma forma que chega, rapidamente se vai, como quem olha para estação apenas como mais um lugar que esteve, sem lembrar amanhã ao certo qual era.
"Tem gente a sorrir e a chorar".
Há encontros que nos emocionam e alegram. Há despedidas que nos fazem sorrir, deixando saudade e aquelas que nos fazem chorar, deixando dor.
"E assim,
chegar e partir são só dois lados da mesma viagem.
O trem que chega é o mesmo trem da partida.
A hora do encontro é também de despedida.
A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar.
É a vida desse meu lugar!
É a vida!!!!".
O trem que chega é o mesmo trem da partida.
A hora do encontro é também de despedida.
A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar.
É a vida desse meu lugar!
É a vida!!!!".
E nessas chegadas e partidas, o trem que traz os que nos encontram, é o mesmo que leva os que se despedem.
E este é o movimento próprio da estação, da vida, que não pode parar.
Dinâmico. Rítmico. É o que dá sentido e rumo.
É o que nos enriquece, nos faz crescer e amadurecer.
Viver é permitir-se encontrar e também é saber despedir-se.
E este é o movimento próprio da estação, da vida, que não pode parar.
Dinâmico. Rítmico. É o que dá sentido e rumo.
É o que nos enriquece, nos faz crescer e amadurecer.
Viver é permitir-se encontrar e também é saber despedir-se.

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