segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Duas Vidas - Capítulo 1

Capítulo 1

Era uma manhã de inverno em Boston, nevando como há mais de 10 anos não nevava em toda região. 

Lana já estava atrasada para seu compromisso e tentou apressar o passo assim que saiu do prédio onde morava, mas percebeu que seria arriscado pois poderia cair e machucar-se, preferiu ser cautelosa e andou vagarosamente.

Passou rapidamente pelo Café próximo ao prédio onde morava, comprou um copo de café descafeinado e seguiu com passos rápidos porém cautelosos até a estação de metrô. Normalmente ela ia a pé até o prédio onde trabalhava como professora substituta de Literatura Inglesa da Universidade de Boston. Mas estava nevando forte e além disto ela havia se atrasado pois o boiler do chuveiro mais uma vez havia demorado a esquentar a água de seu banho.

Desceu as escadas com cautela, e dirigiu-se até a bilheteria para comprar seu ticket e lá ficou aguardando na fila, atrás de algumas pessoas. Ela estava preocupada com o aula que daria naquele dia, substituindo o professor que havia viajado em conferência para a costa Oeste. Ela havia sido contratada há pouco tempo como professora substituta, e antes, trabalhava apenas na sua tese de mestrado em literatura inglesa contemporânea e os fenômenos editoriais em tempos de globalização, na mesma universidade onde agora lecionava. Gostava do seu ofício e pretendia um dia ser a professora oficial da cadeira e terminar seu doutorado.

Enquanto divagava sobre o tema da aula que daria, cujo conteúdo fora solicitado pelo do professor que ela iria substituir, o primeiro homem da fila onde ela estava aguardando para comprar os tickets tentava comprar seu bilhete, mas parecia um pouco perdido. Era um homem alto, cabelos claros, lisos, a pele bronzeada, e carregava um forte sotaque latino enquanto comunicava-se em inglês com o atendente:

__ Preciso comprar um ticket para ir e voltar, mas não estou com notas americanas. Acabei de perder minha carteira e só tenho no bolso notas de real que estavam dentro do meu passaporte na mala no hotel. É dinheiro do Brasil. Você poderia aceita-las?

__ Desculpe senhor, não fazemos câmbio. Próximo por favor.

__ Sim, eu sei, mas não estou pedindo que faça câmbio, apenas que aceite em troca dos tickets. Eu não tenho como aguardar as casas de câmbio abrirem, e já estou atrasado para um compromisso. Por favor, poderia me ajudar? – disse sendo interrompido pelo próximo passageiro que comprava e rapidamente saia com o ticket.

__Senhor, não posso ajuda-lo, infelizmente não tenho como vender um ticket se não for em moeda local. Próximo por favor.

E rapidamente atendeu mais duas pessoas e finalmente chegou a vez de Lana. Ao invés de ser atendida, ela aguardou que o homem novamente falar com o atendente. Ela ainda não havia compreendido o que se passava e achou melhor deixa-lo falar e assim talvez o ajudar. Achou que era algum problema de comunicação e talvez pudesse ajudar o estrangeiro. 

__ Olha eu sei que a nota de real que eu tenho vale muito mais do que dois tickets, então se você me vender, pode ficar com o restante para você, mas eu preciso muito seguir viagem. - disse entregando uma nota de 100,00 reais brasileiros.

__ Senhor eu já disse que...

__ Por favor, eu pago os tickets deste senhor e para mim um, apenas de ida. - disse Lana ao atendente, sorrindo para o homem latino.

__ Obrigado, muito obrigado! - disse o homem.

Eles afastaram-se do guichê de atendimento e Lana lhe entregou os tickets. 

__ Tome, seus tickets. - disse ela sorrindo educadamente para ele.

__ Não sei como posso lhe agradecer. Fui pego de surpresa. Acho que perdi minha carteira no saguão do hotel ontem a noite. Perdi alguns doláres e documentos. Mas felizmente meu passaporte estava com dinheiro do Brasil. E estou atrasado para um compromisso na Universidade de Boston. Você salvou meu dia. Olhe, eu posso te entregar esta nota. São 100 reais e valem uns 50 dólares americanos.

__ Não é preciso. Vi que estava aflito e não me importei em ajudar você.
Ele percebeu que o sotaque dela era britânico e não americano. Além do sotaque, ele parou para finalmente observa-la, já desfeito da aflição em que se encontrava. Ela era baixa, magra, pelo menos atrás das roupas, tinha os cabelos bem escuros, olhos verdes e pele bem branca, típica de americanos no inverno. Bem diferente da dele, brasileiro, carioca, que havia passado o feriado de Natal e Reveillon nas praias do Nordeste brasileiro e agora estava padecendo com o inverno rigoroseo americano.

__ Nossa, você... você é britânica. - ele ficou calado e ela, com a sobriedade inglesa, também, sem abrir-se muito. - Me desculpe. Meu nome é Ricardo. Ricardo Rodrigues. Muito prazer.
Ela sorriu e apenas acenou a cabeça. Já o havia ajudado, não via necessidade de falar mais nada ou de dizer nada sobre sua vida. Sabia que haviam pessoas maliciosas que cometiam crimes horrendos abusando da confiança de desconhecidos. E como boa admiradora dos programas de investigação criminal, ela continuou com passo apertado em direção a roleta.

__ Com licença, preciso ir, estou atrasada. 

__ Ah! Sim, me perdoe! - ele calou-se mas continuou caminhando ao lado dela. Não podia deixar de perceber o quanto era uma mulher de beleza especial. Além do agradável aroma que vinha de sua pele. Não era possível visualizar o seu corpo, com tantos casacos e chapéu. Bem diferente das mulheres que conhecia no Rio de Janeiro que em pleno verão vestiam-se bem mais à vontade, mas pelo rosto percebia que era uma mulher magra.

Ele manteve certa distância e ficou aguardando a composição do metrô chegar. As portas abriram-se e ela a viu sentar-se e percebeu que ao lado dela estava vago. E sentou-se também.
Desconcertada com aquela insistente companhia não solicitada, Lana ficou um pouco aborrecida, e calada, cautelosa com algum movimento inesperado. 

Mas Ricardo não falou mais durante boa parte do trajeto. Olhava o relógio impaciente, e com o jeito um pouco estressado e cansado, encostou sua cabeça na parede do trem, fechando os olhos e respirando profundamente tentando manter a tranquilidade, coisa que visivelmente o corpo demonstrava o contrário.

Lana percebeu que ele parecia inquieto, e que esforçarva-se para acalmar-se. E pela visão lateral viu que ele estava de olhos fechados. Foi então que ela virou o rosto na direção dele e o observou melhor. Como ele era lindo. E aquela pele bronzeada do rosto combinava com os olhos castanhos esverdeados e o cabelo liso e claro. Tinha feições bem masculinas e marcantes. E era forte, atlético, mas não muito alto, pelo menos para os padrões americanos. Mesmo assim era mais alto que ela talvez uns 10 cm. Ela observava sua boca bem carnuda e marcante quando ele abriu os olhos e a viu virada em sua direção observando-o.

Ele sorriu para ela e ela virou-se, com alguma vergonha por ter sido pega em flagrante.

__ Você foi muito generosa em me ajudar. Fiquei realmente muito grato.

__ Não foi nada. - disse sorrindo, um pouco ainda sem graça.

__ Pode parecer algo estranho alguém tentar comprar com dinheiro de outro país, mas foi meu último recurso. Eu até tentei trocar os reais por alguns dólares no hotel, mas me disseram que não podiam aceitar pois não faziam câmbio e teria que aguardar a casa de câmbio ao lado abrir. Nem mesmo o taxista que iria me levar disse que aceitaria. Eu não tinha como pagar a corrida sem dólares e sem cartão de crétido ou visa travels. E tenho que estar no meu compromisso às 8 horas. 

__ Percebi que estava aflito e fiquei sensibilizada. - disse ela, desta vez mais simpática e sorridente. Ele percebeu e disse de forma menos aflita

__ Eu mais uma vez agradeço. Sei que os americanos são um povo mais reservado, diferente dos brasileiros que são mais abertos... e...

__ Meu nome é Lana. Sou inglesa. Não sou americana. Nasci em Leeds e fui criada em Oxford. 

__ Logo percebi pelo seu sotaque. E como disse antes, o meu é Ricardo, brasileiro, nascido e criado no Rio de Janeiro. Muito prazer, Lana. Pode me chamar de Ric – ele disse estendendo a mão cumprimentando-a. 

__ “Como vai Ric?” - ela disse em bom português lembrando de quando ele se apresentou minutos antes na estação de metrô.

__ “Você sabe falar português?” - ele perguntou surpreso também em português.

__ “Sim, algumas expressões”. - e continuou em inglês – Sou formada em Línguas. Especializada em literatura inglesa, mestre em literatura inglesa contemporânea e fiz alguns créditos de Língua Portuguesa na faculdade. Aprendi o básico, mas não sou fluente. As línguas latinas são mais difíceis de aprender, principalmente falar. - ela sorriu.

__ Que interessante. Você é professora de Harvard?

__ Não, eu sou professora substituta na Boston University. Um professor está numa conferência na Costa Oeste e estou ministrando algumas aulas no lugar dele. 

__ Está indo para a BU agora? - ela balançou positivamente a cabeça dizendo que sim - Eu também estou. Sou advogado, especializado em direito internacional privado. Estou fazendo uma especialização na BU neste semestre. Estava correndo porque tenho uma apresentação de um "case" ...– ele olhou desesperado para o relógio – Merda! - ela riu mas conteve-se diante da aflição dele. - Perdi minha hora.

__ Você não pode chegar atrasado? Pedir uma segunda oportunidade?

__ Infelizmente não há tolerância para atrasos. Eles são rigorosos. Mas vou tentar fazer. Este foi o primeirodo primeiro módulo que começou há duas semanas. Não queria ter perdido. Já começo em desvantagem acadêmica em relação aos outros. - disse com certa frustração competitiva.

__ Sinto muito. - ela disse sinceramente. Sabia o quanto o mestrado na BU era rigoroso pois ela mesmo havia sentido isto nos anos anteriores.

__ Não se preocupe. Pelo menos aconteceu algo bom neste atraso.

Ela demorou a perguntar, pois como boa britânica, não era do tipo a abrir-se ou demonstrar fácil abertura para conversas.

__ E o que foi?

__ Pelo menos conheci você. - e sorriu de forma diferente, menos aflito, mais confiante e porque não dizer sedutor. Foi então que Lana sentiu o aroma de seu perfume masculino, e percebeu que além do corpo e bronzeado, Ricardo possuía um sorriso cativante. E como bom brasileiro, era bem hospitaleiro, gentil e de fácil conversa. Mesmo assim ela ficou encabulada com a sinceridade dele. Não estava tão acostumada a homens atirados. Ainda mais porque vinha tendo uma vida bem mais reservada do que as outras mulheres de sua idade.

Lana tinha 33 anos e ao que parece, Ricardo tinha uns 36, regulavam a mesma faixa etária e parecia que haviam alcançado, pelo menos academicamente, o mesmo nível de formação. Lana era solteira e ela não havia visto nenhuma aliança na mão de Ricardo. Sim, ele era bonito, simpático, gentil e dono de um sorriso e perfumes cativantes. Mas ela conteve-se. Temia passar de novo por uma experiência amorosa sem sucesso e apenas sorriu educadamente forçando uma típica frieza britânica.

Ele percebeu e imaginou que havia sido ousado demais com alguém que havia acabado de conhecer. Afinal ali não era o baixo Leblon e nem ela era uma típica carioca a acostumada com o clima de azaração comum no Rio de Janeiro. 

Ficaram em silêncio até que chegou a estação que ambos iriam descer.

Caminharam em silêncio pela porta, ele a deixou passar como um bom cavalheiro, e seguiu atrás. E antes de alcançarem a escada rolante ele interrompeu o constrangedor silêncio e disse:

__ Me desculpe, não quis ofende-la ou assustá-la. Sei que nós brasileiros e latinos temos esta fama de conquistador. Mas não tive esta intenção. - ele parecia sincero e no fundo havia se interessado realmente por ela. Já estava adorando o sotaque britânico bem diferente das americanas com quem havia saído até então além do jeito mais contido que Lana demonstrava ter e que era de certa forma desafiador.

__ Tudo bem. Não me ofendeu. É que, bem... - ela sorriu olhando em seus olhos – E não soube o que falar. Fitando-o e esperando que ele a tirasse daquele constrangimento, falando algo, afinal, os brasileiros sempre falavam algo, pensou, sorrindo. Ela havia conhecido alguns durante os anos de graduação e sempre gostou deles. 

__ Lana, gostaria de almoçar com você, ou talvez tomar um café. Posso pegar seu telefone para ligar? - ele sorriu cativante e ela foi pega de surpresa. 

E ele continou

__ Para você ter a certeza que não sou nenhum maníaco ou maluco, eu trabalho próximo a estação onde pegamos o metrô e fico no apart-hotel na mesma rua. Estudo todas às quartas feiras pela manhã na BU, e trabalho no escritório à tarde e às vezes a noite, e durante o dia nos outros dias. E quando não estou no apart-hotel estudando, estou na biblioteca. Sou fácil de achar. Estes são os meus números. - disse ele entregando o cartão. - Você pode me ligar da faculdade, se não quiser me dar seu telefone.
Ela pegou o cartão dele e sorriu. Preferia ter a certeza de que ele realmente existia e não era um conquistador ou mais um psicopata a solta como o personagem do episódio de CSI que ela havia assistido na noite anterior. 

__ OK, Ric, eu ligo para combinarmos.

__ Vou ficar esperando. - ele disse sorrindo e saiu apressado na direção do prédio de Ciências Sociais enquanto ela caminhou, levemente sorridente para o prédio de Humanas.

Aquela havia sido uma manhã definitivamente cheia de neve nas ruas, mas algo bem mais aquecido estava acontecendo dentro dela. E então entrou sorrindo na sala de aula.

__ Bom dia senhores! - e começou seu dia de aulas e estudos dirigidos na BU. Enquanto Ricardo tentava todos os argumentos possíveis, mas sem sucesso em conseguir realizar a apresentação de seu "case". Frustrado, foi para a biblioteca aguardar a próxima aula do dia, mas no caminho, passou pelo prédio de humanas e um pouco afastado viu pelas janelas da sala de aula dos alunos de Letras a sua salvadora do metrô ministrando aula e sorriu para si.

Pelo menos havia conhecido Lana. E todo aborrecimento ficou para trás. Lembrou.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ame e deixe fluir

Aos 38 anos, cheguei a conclusão que é impossível racionalizar o amor. 
Como racionalizar um sentimento tão sutil que transcende o plano físico? 
O amor está muito além daquilo que vemos e tocamos. 
Amamos com os pensamentos e o "coração" e para isso não é preciso que haja o toque das mãos, o som da voz ou o reflexo dos olhos. 
Simplesmente AMA-SE com a alma mais até do que com o corpo.
No fim o que resta é reconhecer e aceitar este sentimento e apenas deixa-lo fluir de volta o Universo, desejando o BEM a quem se ama mesmo que distante, com desapego. 
Simples assim :-) 
Fim do Momento Clarice Lispector Budista inspirada pela letra de Hebert Viana he he he he  
A letra é simplesmente uma linda poesia de amor!!!! Linda demais!!!



Meu coração, sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Hoje eu sei, eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais, muito além
Do tempo do vendaval
Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Resenha de Branca de Neve e o Caçador









Depois que morre a esposa do Rei, ele casa com uma bela mulher (a Rainha Má), dona de um espelho sem aço (sem zoação o espelho não tem aço rsrsrs), que o mata na noite de núpcias assumindo o reino e tornando tudo muito negro, escuro, seco e frio. Um verdadeiro cenario trevoso.

A Rainha Má, com síndrome de Highlander (só pode haver uma) e com muita baixo auto-estima (afinal acreditar que a outra lá era mais bonita do que ela só sendo muito insegura mesmo!!), contrata Thor, o caçador (versão sem martelo mas com machado) para caçar a namorada do Vampiro Edward (Bella, a Branca de Neve).

Bella de Neve, com medo de ter seu coração dilacerado (literalmente e não figurativamente), com ajuda de passarinhos (se eu contar como perde a graça)  foge para a Floresta Negra (que nada lembra aquela torta delicosa de chocolate que todo mundo adora).

Na floresta, um pozinho muito suspeito e alucinógeno faz Bella de Neve ter uma "onda" meio pesada e a ver os monstros de sua "sombra".

Thor, o caçador, já acostumado aquele "pozinho suspeito", consegue achar Bella de Neve, e logo que a vê, apaixona-se por sua cara de prisão de ventre (sim porque a atriz só tem essa cara de quem está há dias sem ir ao banheiro) e esquece de persegui-la.

Então ambos fogem dos soldados da Rainha Má  (má, muito má mesmo além da conta) e conseguem sair da floresta, indo parar em uma comunidade só de mulheres que não conhecem Renew da Avon (aquele que deixa a pela igual a bumbum de bebê), e estas, por terem uma pele tão feia, felizmente não foram mortas pela Rainha Má (má, muito má mesmo além da conta).

Como é típico acontecer com todo mundo que ajuda a personagem principal, a mulherada sofre um ataque dos soldados que tacam fogo em suas casas, e elas são obrigadas a fugir deixando Bella de Neve e Thor, o caçador, seguirem seu caminho em busca do Duque que os ajudará (afinal todo filme sempre tem algum lugar onde pessoas irão ajudar a personagem principal mas até chegar lá muita M acontece).

Na fuga, Bella de Neve e Thor, o Caçador, encontram os 7 anões (todos provavelmente recém saídos de algum circo falido tal a má aparencia deles que nada lembram aqueles do desenho classico de Disney). Os Anões levam os dois para uma floresta encantanda (provavelmetne depois de darem algum chazinho de cogumelo para eles já que a floresta estava cheia de doendes, fadas, e seres encantados e tudo muito colorido.

Os soldados conseguem acha-los lá, mas um amigo de infância de Bela de Neve (e filho do Duque) os encontra e os salva. E juntamente com os Anões e Thor, o Caçador, eles seguem o caminho que os levará para o Duque.

A Rainha Má (má, muito má mesmo, não to brincando não, ela é má demais, lembra a personagem que a Charlize Teron fez em Monster??? Pior!), enfim a Rainha Monster já de saco cheio da incompetência dos seus soldados (sim, eles sempre são incompetentes em pegar a mocinha pra manter o suspense do filme), e usando sua magia negra (e poe negra nisso porque ela é muito má mesmo, não to zoando!) enfim a Rainha Monstrer  transforma-se no filho do Duque e quando Bela de Neve passeia pela neve tocando as árvores secas e mortas como se estivesse vendo um lindo jardim de tulipas francesas, a Rainha Monster disfarçada entrega uma maça envenenada para Bela de Neve, que acaba comendo e claro tendo um peripaque e caindo durinha na neve.

O filho do Duque até tenta dar um beijo em Bela de Neve para salva-la, mas ele provavelmente não era bom de boca porque Bela de Neve continuou durinha morta no chão.

Agora que a Bela de Neve estava mortinha, finalmente encontram o Duque. Agora que é tarde e Bela é morta, Thor o caçador,   visita onde o corpo dela está sendo velado e finalmente dá um beijo daqueles (por que demorou tanto meu filho?????).

Bela de Neve acorda como vampira (vem ai, Amanhecer Parte 2, não percam), quer dizer, Bela de Neve acorda toda revoltadinha, dá uns gritos de ordem e reune todos para a batalha com a Rainha Monster.

Durante o caminho, é claro que metade do exercito morre com os ataques dos soldados da Rainha Monster, batalhas se seguem, bla bla bla, aquele climão de luta e tal, e finalmente Bela de Neve, vestida de armadura ataca a Rainha Monster, não sem antes tomar umas belas porradas que sinceramente não sei como ela conseguiu ficar de pé depois da primeira.

Enfim, finalmente Bela de Neve, que aprendeu com seu amado Thor, o caçador, a deferir um golpe certeiro com uma faca, finalmente fura a Rainha Monster que finalmente morre, para NOSSA ALEGRIAAAAAAA.

Bela de Neve assume novamente o reinado e tudo fica verde, colorido e flores lindas voltam a crescer pelos campos, todos a sorrir, e Bela de Neve  finalmente se vê livre da sua prisão de ventre, conseguindo até esboçar um sorriso de quem acabou de peidar (desculpe a escatologia mas a cara foi exatamente essa que atriz fez, segundo meu querido maridinho bem colocou rs rs rs).

E assim todos viveram felizes para sempre! Vampiros, lobisomens, Thor e Branca de Neve!

FIM

 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Encontros e Despedidas



Hoje ouvi "Encontros e Despedidas", de Milton Nascimento, na voz de Maria Rita (vídeo abaixo) e a letra me tocou.

A letra é maravilhosa. A primeira vista parece triste, até compreender melhor o seu significado. A metáfora da vida como uma estação de trem, com suas idas e vindas, chegadas e partidas é linda. E foi então que senti o desejo de escrever sobre os encontros e despedidas que todos enfrentamos em algum momento. Às vezes com amor, às vezes com dor.

"Tem gente que chega pra ficar"

Há encontros que são para sempre, daqueles de almas gêmeas, de almas fraternas, almas irmãs, amigas e queridas. Gente que chega para nunca mais sair de nossa estação.

"Tem gente que vai pra nunca mais"

Há encontros que terminam em despedidas definitivas, talvez de forma dolorida mas muitas vezes necessárias, e até aliviadoras. Quantas despedidas definitivas tivemos, necessárias para dar fim um momento de nossas vidas?

"Tem gente que vem e quer voltar"

Há aqueles encontros de quem vem até nós, como  visitante que se agrada, se afeiçoa, e mesmo após partir, quer um dia voltar, porque de alguma forma sabe que somos uma estação segura para estar.

"Tem gente que vai e quer ficar"

Há despedidas forçadas pelo destino, que levam embora gente que aprendeu a gostar de nós, mas que não pode mais ficar porque já deu sua hora de partir.
Despedida com gosto eterno de saudade.

"Tem gente que veio só olhar." 

Há encontros instantâneos, como quem desce na estação numa parada rápida para reabastecer-se e da mesma forma que chega, rapidamente se vai, como quem olha para estação apenas como mais um lugar que esteve, sem lembrar amanhã ao certo qual era.

"Tem gente a sorrir e a chorar"

Há encontros que nos emocionam e alegram. Há despedidas que nos fazem sorrir, deixando saudade e aquelas que nos fazem chorar, deixando dor.

"E assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é o mesmo trem da partida. 
A hora do encontro é também de despedida.
A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar. 
É a vida desse meu lugar!
É a vida!!!!"

E nessas chegadas e partidas, o trem que traz os que nos encontram, é o mesmo que leva os que se despedem. 

E este é o movimento próprio da estação, da vida, que não pode parar. 

Dinâmico. Rítmico. É o que dá sentido e rumo. 

É o que nos enriquece, nos faz crescer e amadurecer.

Viver é permitir-se encontrar e também é saber despedir-se.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Estou podando o meu jardim!

Hoje tive a felicidade de ouvir pela primeira vez uma música do Vander Lee chamada Meu Jardim. Uma verdadeira poesia, como sempre as músicas desse excelente compositor são.

A letra fala sobre reler a alma, os amores, rever a vida, a luta, os valores, refazer as forças, as fontes, os favores, regar as folhas, as faces, as flores, limpar a casa, a cama, o quartinho, soprar a brasa, a brisa, beber as culpas, os venenos, o vinho, escrever cartas, o começo, o caminho, podar o jardim, enfim, cuidar bem de si.

Uma linda poesia musicada que fala de algo que cedo ou tarde qualquer um de nós precisa fazer: rever-se, cuidar-se, reconstruir-se.

Seja pela dor, pelo dissabor, pelo marasmo, e até pelo amor, esse zelo e cuidado com nosso jardim interior é algo que muitas vezes adiamos, por conta dos condicionamentos a que nos submetemos, sempre buscando agradar o mundo exterior, esquecendo que o mundo de dentro é o que precisa ser o mais agradado.

Não que seja uma postura egoísta olhar para si e esquecer-se dos outros. Falo aqui é do amor por próprio, que muitas vezes é negligenciado no dia a dia justamente porque desejamos nos sentir amados, aceitos, respeitados.

Essa ânsia por aceitação, pelo amor do outro, muitas vezes nos faz esquecer os lindos campos floridos que temos dentro de nós, e aí deixamos de poliniza-lo impedindo que outras extensões de nós mesmos também floresçam.

Tive algumas experiências passadas em que vivi excessivamente focada fora, nos outros, buscando de alguma forma preencher um vazio interior, e doei-me exaustivamente a essa busca exterior, até exaurir as forças emocionais e cair em depressão.

Percebi o vale frio, seco e sombrio em que me encontrava, e confesso acreditava piamente que a vida era cinza e escura, e havia perdido seu colorido, havia perdido a esperança de que um dia veria tudo tão alegre e florido dentro de mim, como fora antes. 

Não culpo a ninguém pelo que me aconteceu a não ser a essa falsa ilusão de buscar do lado de fora algo que só dentro de mim é que encontraria.

Sofri dissabores, decepções, mágoas, que me fizeram sentir alguém sem valor, sem auto-estima, mal amada, indesejada, sem alegria verdadeira, apesar das tentativas esforçadas de transparecer uma alegria que não sentia, uma auto-confiança que já não tinha.

Felizmente, existiam ao meu lado abelhinhas polinizadoras que sabiam que lá dentro de mim haviam flores lindas que precisavam ser cuidadas, regadas, podadas, e a partir disso, encontrei forças que me ajudaram a reconstruir meu jardim interior. E a eles devo minha eterna gratidão:  familiares, amigos antigos e novos amigos que foram surgindo enquanto eu aprendia a cuidar do meu jardim.

Foram momentos intensos e profundos de reconstrução e ainda são, pois quem não quer extender seu jardim florido para os lugares mais hinóspitos de si mesmo ??? Não é para isso que estamos neste plano? Evoluir ou expandir nossos jardins? rs rs rs

E hoje, ouvindo esta música, mergulhei na sua metáfora tão visceral e percebi o quanto eu cresci e floresci novamente, o quanto eu podei o que devia ser podado, com coragem e força, eliminando as ervas daninhas que sufocavam minhas flores e desta vez aprendendo a cuidar com mais atenção, para que ao menor sinal de alerta, eliminar toda e qualquer ameaça ao meu florescer. Até isso aperfeiçoei, pois antes não percebia essas ervas e tão pouco tinha coragem de corta-las.

Hoje estou assim, atenta ao meu jardim, impedindo que alguém o pise, ou o sufoque. Impedindo que fique seco, improdutivo, embora este cuidado seja ainda um aprendizado a qual tenho me submetido diariamente.

E penso que quantas vezes no envolvemos em relaciomanetos, seja afetivo ou de amizade, ou até em situações que nos impedem de ter este cuidado conosco em nome de uma aceitação de idéias, de valores, de afetos, de amizades. Não que devamos viver longe das pessoas ou ignorá-las, mas acho que devemos cuidar dos nossos jardins em primeiro lugar, para que as mais belas borboletas e abelhas venham até ele e aquelas ervas se afastem. Assim já dizia Mario Quintana no seu poema Borboletas:

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você.
Então vamos cuidar de nosso jardim, hoje e sempre e florescer o que melhor existe em nós!!! ;-)

Paz, Luz e flores para todos

Raquele




sábado, 12 de maio de 2012

Amo você!!!



Amor!

O sentimento que invade meu coração hoje! 

Então se você leu isso, saiba que amo você! ;-) 

Porque fui feita para amar, condicionada a sorrir, inspirada a abraçar!! E porque dentro do peito um grito de amor explode e grito ao mundo: AMO VOCÊ.

Ainda que ao longo da vida, das relações, dos desacertos e dos tombos, eu tenha deixado esse dom ser sufocado pela dor da incerteza, da mágoa, da tristeza, jamais deixei de amar.

E de tantos amores, todos me invadem hoje porque saem da mesma raiz, o puro amor.

Amor de bebê, que olha para a mãe com olhar de doçura e fé autêntica, o primeiro grande amor incondicional. 

Amor de filha, que olha para o pai com olhar de confiança e reverência, o primeiro amor devocional.

Amor de criança, que se esbalda alegre com uma brincadeira, amor singelo, alegria plena e pura que inspira. O amor à vida!!!

Amor de irmã, que cresce competindo a atenção, compartilhando o espaço, dividindo as idéias, pensamentos e sonhos, divergindo e brigando, compartilhando as dores e os sabores da vida familiar. O primeiro amor compartilhado, apesar das diferenças.

Amor de adolescente, que ama seus amigos lhes devotando profunda cumplicidade, cuidado e respeito, numa entrega sincera e carinhosa por aqueles que são seus irmãos não consaguíneos. O amor ao grupo.

Amor de jovem, que se apaixona, que entranha no corpo, que estremece a alma, que inebria a mente, que explode num extase, doando-se a outro que igualmente lhe retribui, unindo-se num só. O amor que gera vida.

Amor de mãe, que implora a Deus por uma vida em seu ventre, que recebe a missão mais fantástica da vida, que sofre com dores para parir, que sorri chorosa ao ver seu rostinho pela primeira vez, que se entrega a missão dos primeros anos, esquecendo-se de si mesma,  para orientar um novo ser a seguir uma nova vida.

Amor de mulher, que nos encontros da vida aprende a ver nos olhos de cada um com que cruza o colorido de suas almas,  a porção boa, a  fé, a Luz, o mesmo amor refletido. 

E por isso ama, ama, ama, e não quer parar de amar, porque a vida não vale a pena se não tivermos a coragem de assumir o quanto essa troca é necessária e importante.

Então só posso dizer o quanto amo você, profundamente, com todo o meu ser. Porque  amar me faz bem, porque amar você é mandamento ordenado. 

Amar você é amar a Deus.

Por isso, eu amo você!!!!

(E nada como uma música visceral que fala de amor puro, como Djavan para musicalizar este texto de puro amor!!! "Um amor puro não sabe a força que tem" ;-)

Raquele Braga

















terça-feira, 24 de abril de 2012

Ilumina!!!!

Um pedido forte, simples e necessário!!!
Sol, Lua, Estrela possam sempre me Iluminar e a todos que passarem neste porto!
Bjs de muita luz





Oh, grandioso sol, sol central
Oh, grandioso sol, sol central
Ilumina, ilumina, ilumina, ilumina

Oh, grandiosa lua no céu
Oh, grandiosa lua no céu
Ilumina, ilumina, ilumina, ilumina

Oh, grandiosa estrela do céu
Oh, grandiosa estrela do céu
Ilumina, ilumina, ilumina, ilumina

Oh, grandiosa rainha da floresta
Oh, grandiosa rainha da floresta
Ilumina, ilumina, ilumina, ilumina